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Instituto de Pesca capacita alunos e técnicos para identificação de peixes de água doce

Para os leigos, à primeira vista, ao observar peixes como os cascudos acreditamos que todos são iguais. Mas com um olhar mais atento, é possível perceber que na verdade há pequenos detalhes que os diferenciam, e muito, um do outro. Por esse motivo, o Instituto de Pesca (IP), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou entre os dias 26 e 29 de julho, um curso para orientar alunos de seu curso de pós-graduação na identificação de peixes de água doce, estudando as particularidades e diferenças de cada espécie, mesmo em peixes que têm uma grande família, como é o caso do cascudo. O curso foi ministrado no contexto da disciplina Tópicos Especiais sob a coordenação da pesquisadora do IP, Paula Gênova, no Laboratório de Ecologia e Pesca (LabEcoPesca) do Instituto em São Paulo e, além de alunos da instituição, contou com a presença de profissionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP).

 

Para instruir os alunos, o IP convidou a bióloga e consultora ambiental, Cláudia Yoshida, que tem vasta experiência na área de taxonomia de peixes, ou seja, classificação e identificação de organismos. O objetivo principal do curso foi mostrar as nuances que envolvem a identificação das espécies aquáticas, haja vista a diversidade de peixes que são encontrados nos rios do Brasil, em especial as coletadas em São Paulo. “O objetivo do curso é capacitar os estudantes para eles sejam capazes de realizar a identificação de peixes – principalmente de água doce - com maior precisão, algo que é muito demandado em trabalhos de monitoramento e impacto ambiental”, explica Yoshida.

Ao longo dos quatro dias de curso, 28 espécies de peixes foram utilizadas para que os alunos pudessem identificar suas diferenças taxonômicas - a maioria delas da região do baixo rio Tietê, pertencente à Bacia do Alto Paraná.  “Os peixes mais difíceis de identificar são os lambaris e os cascudos, pois são muito parecidos e há muitas espécies, o que acaba nos confundindo”, conta Rodolfo Braguini, estagiário do IP sob a orientação da pesquisadora do Instituto, Lídia Maruyama.

 

Muitos detalhes são observados no momento de distinguir os peixes. Em alguns casos, é necessário contar os raios da nadadeira, dentes, número de escamas da linha lateral, observar as pintas e a cor das espécies, prestar atenção nas manchas e listras, entre outras características. “Para identificar as espécies de peixes se faz necessário reconhecer detalhes, características particulares que permitem individualizar cada espécie” revela Anderson Matsumoto, técnico de pesquisa que participou do curso.

 

Apesar de receberem material didático, os alunos garantem que as aulas práticas são as que mais esclarecem na hora da identificação dos peixes. “Com a professora, podemos tirar dúvidas sobre as diferenças, porque a explicação em livros às vezes é muito superficial e na prática, visualizando, a gente consegue identificar melhor”, diz Marcelo Horikoshi, aluno de mestrado da pesquisadora do IP, Katharina Esteves, do Programa de Pós-graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca.

 

 

Por Leonardo Chagas e Natália Escobar (estagiária)

Revisão Márcia Navarro Cipólli

 

Mais informações:

Centro de Comunicação do Instituto de Pesca/APTA/SAA

(11) 3871-7588


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