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Comitê Gestor de prevenção de queimadas faz balanço parcial

Representantes das instituições integrantes do Comitê Gestor de Prevenção a Queimadas se reuniram na quinta-feira, dia 15, para apresentar resultados parciais de ações preventivas: até o momento, foram roçados 29,6 mil metros quadrados em aceiros dentro das áreas da Floresta Estadual, Instituto de Pesca e Estação Ecológica, região do antigo IPA (Instituto Penal Agrícola). A primeira reunião do grupo foi realizada no dia 7 de abril, um dia depois do início das ações preventivas no local – que no ano passado foi atingido por um incêndio de grandes proporções.

A técnica de construir aceiros consiste em extrair a vegetação em linha contínua para criar corredores. Essa estratégia tem dupla função: ao mesmo tempo que esses corredores interrompem o avanço das chamas durante incêndios, se tornam estradas para o trânsito das viaturas de combate ao fogo. Os aceiros estão sendo roçados com tratores e mão de obra das secretarias de Agricultura e Serviços Gerais de Rio Preto.

Além dos aceiros, estão sendo definidas ações como patrulhamento contínuo pela Polícia Ambiental, monitoramento por câmera pela Guarda Civil Municipal, campanhas educativas à população e a atualização do plano de emergência para o caso de novos incêndios. “No ano passado tivemos uma estiagem forte e duradoura. Infelizmente, a previsão aponta para um cenário parecido neste ano. Por isso, estamos nos adiantando”, afirmou o coordenador da Defesa Civil de Rio Preto, Carlos Lamin.

Fiscalização
A Resolução nº 5, de 2021, publicada em janeiro pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, aumentou a punição para pessoas flagradas invadindo áreas de preservação permanente – que é o caso da Floresta Estadual – ou que atear fogo em vegetação.

As punições agora vão de R$ 1 mil até R$ 50 milhões, a depender da gravidade da ação, do tipo de vegetação, da área degradada e do tamanho dos prejuízos causados ao meio ambiente. A nova regulamentação também admite como prova válida, para a aplicação de multas, fotos e vídeos capturados por drones ou câmeras de monitoramento.

Toda a área da Estação Ecológica, do Instituto de Pesca e da Floresta Estadual do Noroeste Paulista é considerada de preservação permanente. Por isso, não é permitido o ingresso de pessoas sem autorização nesses locais. Na Estação Ecológica, pesquisadores da Unesp promovem estudos nas áreas de biologia, botânica, ecossistemas e genética.

Multiuso
A área total de 500 hectares (5 milhões de metros quadrados) fica no limite dos municípios de Rio Preto e Mirassol, às margens da rodovia Washington Luís (SP-310). Está dividida em glebas pertencentes a diferentes instituições: Fatec, Unesp, Santa Casa de Misericórdia, Parque Tecnológico, além de áreas verdes públicas pertencentes aos dois municípios.

Participaram da reunião virtual desta quarta-feira representantes da Unesp, Fatec, Polícia Ambiental, uma usina de açúcar e álcool que mantém plantio em propriedade vizinha à área, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Serviços Gerais, além dos secretários de Agricultura, Pedro Pezzuto, e do Meio Ambiente, Kátia Penteado.

 

Fonte: Prefeitura de Rio Preto, 15 abril 2021 (https://www.riopreto.sp.gov.br/comite-gestor-de-prevencao-de-queimadas-faz-balanco-parcial/)


Recuperação de área do antigo IPA, em Rio Preto, prevê plano contra incêndio