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Agrifutura traz inovações voltadas ao setor agropecuário II

Inovações tecnológicas desenvolvidas por meio da pesquisa e extensão rural para fazer com que o desenvolvimento chegue ao pequeno e médio produtor foram focos dos projetos e ações apresentados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulodurante o Agrifutura, evento realizado em 3 e 4 de março, no Instituto Biológico, na capital paulista.

“O Agrifutura é um espaço de inovação para mostrar o vigor do setor agropecuário, com uma marca adicional de fazer com que esse desenvolvimento não seja concentrado no segmento com maior acesso à informação ou com mais recursos, mas que chegue ao pequeno agricultor e ao agricultor familiar”, afirmou o secretário responsável pela pasta, Arnaldo Jardim, ao visitar o espaço.

No estande da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), foram apresentadas as iniciativas desenvolvidas pelos seis institutos de pesquisa paulista, em especial os realizados por meio dos Núcleos de Inovação Tecnológica, instituídos com o objetivo de incentivar o desenvolvimento científico a partir da parceria público-privada.

“Selecionamos os casos de maior sucesso e que estão em processo de obtenção de patente. Recebemos muitas empresas interessadas em fazer um trabalho em parceria com a Apta, pessoas que têm ideias, mas precisam de um aporte técnico para desenvolvê-las”, destacou o coordenador da agência, Orlando Melo de Castro.

Formulações

Os visitantes da feira puderam conhecer uma tecnologia inédita desenvolvida pelos institutos de Tecnologia de Alimentos e Agronômico para a obtenção de ingredientes a partir da casca do café robusta, sem o uso de solventes. O ingrediente natural aquoso e seco pode ser usado como fonte de cafeína na indústria de alimentos e bebidas não alcoólicas de baixo valor calórico e energético natural e na formulação de cosméticos e fármacos naturais. O processo teve pedido de patente depositado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

Entre as inovações do Instituto de Zootecnia (IZ), tiveram destaque o desenvolvimento de antiparasitário com uso de óleos essenciais, seguindo uma tendência de formulações alternativas para controle de parasitas nos animais. Desenvolvido por meio de parceria público-privada, a partir de ingredientes naturais, o produto elimina cerca de 80% dos carrapatos em bovinos em 24 horas, enquanto os carrapaticidas sintéticos, disponíveis no mercado, levam cerca de uma semana.

Também foi apresentado o uso de fitoterápico na ração de vacas de leite para melhoria da sanidade, em especial para controle da mastite, desenvolvido no Centro de Análise e Pesquisa em Bovinos de Leite do IZ.

O potencial da aquaponia, que reúne técnicas de piscicultura e hidroponia, foi uma das tecnologias apresentadas pelo Instituto de Pesca como alternativa de geração de renda para pequenos produtores, assim como o trabalho da instituição em parceria com empresas para o desenvolvimento de probióticos e vacinas para peixes.

“Também apresentamos tecnologias de automação para selecionar alevinos juvenis e peixes adultos no sistema produtivo da tilápia em tanques-rede, que já é utilizado por produtores”, disse o diretor do instituto, Luiz Marques da Silva Ayroza, destacando ainda o desenvolvimento de material à base de macroalgas marinhas, que pode ser usado na fabricação de biocombustível, biofármacos, enzimas, antibióticos e alimentos.

Equipamentos

No estande da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), o produtor que visitou a feira conheceu os principais equipamentos para facilitar o trabalho no campo, como o software CND (Compositional Nutrient Diagnosis – Diagnóstico da Composição Nutricional). A tecnologia permite realizar um diagnóstico da composição nutricional da atemoia, tendo como base a análise foliar, e foi desenvolvida em parceria dos técnicos da Cati na região de Itapetininga, Universidades Estadual Paulista (Unesp) de Registro e Federal do Paraná (UFPR) e a Associação Paulista dos Produtores de Caqui (APPC), de Pilar do Sul.

“Queremos fazer com que toda essa tecnologia desenvolvida chegue ao produtor rural, para que a agricultura possa continuar fazendo a diferença e sendo o grande baluarte da recuperação e do crescimento do Brasil”, avaliou o coordenador da Cati, João Brunelli Júnior.

No estande da Secretaria, os produtores, técnicos agropecuários, empresários estudantes e demais visitantes do Agrifutura também puderam receber orientações do Instituto de Associativismo e Cooperativismo, órgão ligado à Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios, conhecer as linhas de financiamento oferecidas pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista e o trabalho realizado pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo.

“A agricultura é um setor cheio de possibilidade para se investir em melhorias com o uso de sensores e drones, pois é atualmente o principal campo de negócios para o Brasil”, ressalta Renato Cordeiro Ferreira, estudante do Instituto de Matemática e Extensão da Universidade de São Paulo (USP) que visitou a feira com o amigo Bruno Arico. “Temos mais contato com as áreas de georreferenciamento e agricultura de precisão, mas foi muito interessante maior proximidade com esse universo das tecnologias agrárias”, afirma Arico.

 

Fonte: Portal do Governo de São Paulo, Mar/2018 (http://www.saopaulo.sp.gov.br)

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